Archive for the ‘Bares’ Category:


Bares #10 – De Bar em Bar (AM) – Allegro & Wandyñ

Publicado por na categoria Bares, Evento em November 13th, 2012

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De Bar em Bar é um evento realizado no Brasil pela ABRASEL onde os bares associados entram em um concurso do melhor bar da cidade, onde são avaliados quatro itens: Melhor Petisco, Cerveja Mais Gelada, Melhor Atendimento e Melhor Banheiro.

O PulaPirata foi convidado e eu, junto com o Salsicha participamos das visitas aos Bares Allegro e Wandyñ onde comemos o Bolinho de Piracuí e a Costelinha de Tambaqui.

Aqui não tem tempo ruim e em qualquer hora, em qualquer lugar, se tiver cerveja gelada gratuita, podem contar conosco. É o tipo de coisa que faz valer a pena todo o esforço. Que venham os próximos!!

Eu e o Salsicha no final da Mesa.

Eu e o Salsicha no final da Mesa.

 

Grupo de Jurados da Noite.

Grupo de Jurados da Noite.

Bares #09 – Bip Bip (RJ)

Publicado por na categoria Bares em February 21st, 2012

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Parei de beber! Nunca fui um alcoólatra, nunca tive problemas com a bebida, mas resolvi deixar este hábito. Por três motivos basicamente: resolvi ser halterofilista (esta modalidade não inclui levantamento de copo e garrafa); pelo crescimento da terceira mais importante instituição do Rio de Janeiro que é a Lei Seca (as primeiras são o tráfico e o twitter da lei seca); e por último pelo lançamento de um movimento de contracultura, o beba água na balada. Encher a cara e ficar doidão já foi altamente subversivo, mas hoje é algo tão banal, pessoal bebendo em aniversário de criança, pais servindo uma cerveja pros filhos. Contestador mesmo é beber água.

Todo mundo acha estranho quando você decide parar de beber. Parece que você virou crente e não vai mais curtir a vida. Como se álcool e putaria fossem inseparáveis. Não são! A onda agora é tomar água e ficar curtindo a música. Mas a música tem quer ser boa e isso é uma coisa que falta no Rio de Janeiro. Parece que as pessoas estão satisfeitas só em ver as gostosas e não se importam com o ambiente, o cardápio, a música.

Nessa busca pela boa música, fui parar em Copacabana. Domingo à noite, Copa dorme. As putas estão descansando, os gringos estão assados do sol na praia, as ruas vazias e os bares só as moscas. Mas numa ruazinha perdida, defronte a uma lavanderia, uma música baixinha e uns velhos curtindo o som. Umas 15, 20 pessoas na frente do bar. Um senhor altamente embriagado dançando com uma sacola de supermercado presa na cintura. Fiquei imaginando, o cara deve ter saído para comprar algo no supermercado e na volta resolveu tomar uma cerveja, a mulher deve ter ficado em casa esperando o pão e a manteiga.

Podia ser mais um pé-sujo da zona sul, mas este lugar minúsculo tem algo grandioso que não sei explicar. Quatro mesas, músicos de diferentes gerações tocando o que dá na cabeça, sempre com muita qualidade e alegria. O respeito à música é tão grande que ninguém conversa, aplausos são estalando os dedos. No dia que fui rolou Tom Zé, Chico Buarque, Vinícius, chorinho, samba, só coisa de primeira. No comando do bar está o Seu Alfredo, um velho barbudo que fica o tempo todo sentado. Se você fizer barulho, ele dá uma cuspida em você.

Nem provei nada do cardápio, acho bem ruim comer em pé. Logo não gastei nada no lugar. Se bater uma fome depois desse samba, Copa nem é tão longe do BB lanches!

 

Bip Bip
Rua Almirante Gonçalves, 50, Copacabana, Rio de Janeiro
Horário: 19/1h

AMBIENTE:

ATENDIMENTO:

CARDÁPIO:

PREÇO:

Bares #08 – Hipódromo (RJ)

Publicado por na categoria Bares em October 14th, 2011

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Baixo Gávea, o único baixo que realmente fica numa área baixa. Baixo de altitude, lá não tem putas (não que eu saiba), drogas (não que eu saiba), nem rock n’ roll (esse não tem mesmo). E o que tem lá? Tem frango assado, uma mulherada de primeira e muito playboy.

A primeira vez eu que fui lá, não entendi por que era um lugar modinha. Tem uns 4 ou 5 bares, tudo bem decadente, lugar de avôs e avós. Mas é aquela coisa, fica na gávea, pertinho do Jardim Botânico e Leblon, as pessoas vão porque é perto de casa e vira modinha sem motivos.

Dica número 1: o melhor lugar é em pé. Em dias floridos, você quer ter flexibilidade e lá não tem cadeira de rodinha, então não dá para fazer o 360 graus, correto? Pegue um chopp e fique em pé mesmo.

Dica número 2: não peça frango. Frango assado é comida de farofeiro, tem gente que gosta, mas coma em casa, em família. Você fica todo lambuzado, mãos impróprias para cumprimentos, aquela farofa espalhada pela mesa, não dá.

Dica número 3: não tire fotos com os artistas. Essa área é freqüentada por atores, não sei se são os que moram na gávea ou fazem peça no teatro do shopping. Daí eles vão lá numa boa tomar um chopp com os amigos e sempre tem um interiorano querendo tirar foto. Vai tirar foto com as panicats na praia do Pepê, B.G. não é para isso.

O lugar escolhido é o Hipódromo. A placa diz que existe desde 1945, se existe há todo esse tempo, horrível não deve ser. Em dias lotados, conseguir uma mesa lá é uma missão tão impossível quanto no Veloso. Mas vamos supor que você consiga, você pode cair na tentação de pedir uma pizza. Não caia! É pior que pizza de pão de forma feita em microondas. E ainda é cara. Os gaúchos vão ficar na tentação de pedir uma lingüiça. Eu recomendo o sanduíche de filé acebolado com queijo. Muito bom! Todo mundo vai querer um pedaço ou pedir um igual. Mil vezes melhor que o do Cervantes.

Ah e o melhor de tudo é que não é longe do Leblon. Dá para tomar um chopp com as mulheres lindas da gávea e depois ir comer um pastel de carne no BB lanches. Que maravilha! Recomendo (baixo gávea e BB lanches).

 

Hipódromo

Praça Santos Dumont, 108, Gávea, Rio de Janeiro

Horário: 9h/1h (sex. e sáb. até 3h)

AMBIENTE:

ATENDIMENTO:

CARDÁPIO:

PREÇO:

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Bares #07 – Caldo Beleza (RJ)

Publicado por na categoria Bares em September 12th, 2011

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De volta ao trabalho, depois dessas semanas de férias, peço perdão pela ausência. Mas volto com coisa fina, manga rosa. Eu já tinha comentado que algum dia escreveria sobre o bairro mais nobre do Rio de Janeiro. Bem, chegou a hora.

Logo que cheguei aqui tive a impressão que o bairro era uma bosta. Muita gente velha, aquela lerdeza na fila do supermercado e no caixa eletrônico pior ainda. Lixo na calçada, cheira cola e aleijado pedindo esmola. Uns restaurantes que só servem comida de pedreiro. Bares que só vendem antartica e derby. Eu pensava: que inferno eu me meti? Ainda mais para alguém acostumado com um estilo de cidade europeu (Manaus, a Paris dos trópicos).

Com o tempo fui aprendendo mais sobre o nobre bairro. Essa mistura de gente velha e pobre é porque é um bairro democrático. Esta fama de nobre vem desde a época do império, a família real passava por aqui para ir à praia. Tem o palácio do Catete (quero ver quem sabe dizer o que é o Flamengo e o que é Catete) e muitos outros prédios importantes da nossa história. Enfim, é um lugar muito nobre e que visão preconceituosa eu tive.

E é neste lugar descrito acima que se encontra o Caldo Beleza, hehehe. A primeira vez que passei em frente e vi a placa, ri pela tosquice. Achei que o símbolo fosse um cara com dread (até hoje olho e vejo um cara com dread) e esse nome caldo beleza (beleza é gíria de maconheiro). Tinha certeza que era um lugar para laricado. Fiquei muito curioso e fui procurar na internet. Todo mundo falando muito bem do lugar, tinha até um texto com as frases grandiosas do dono. Eu tinha que ir lá conferir.

Aparentemente não é de laricado. Vai muita família, gente velha, mas nunca se sabe, né? Aqui no Flamengo todas as bancas de revista vendem seda. As mesas ficam na calçada ao relento, o bar mesmo é minúsculo. Os garçons até que são rápidos e tudo gente boa. O cardápio é enxuto, umas 7 opções de sopa, chopp, água e refrigerante. A combinação ideal é chopp e caldinho. Pode pedir uma cachaça, intercalada com 3 a 5 chopps, mas vamos com calma, não é balada, é ambiente familiar, só o pessoal de bem daqui do bairro. Os caldinhos são bons, não tem nenhum delicioso, acho que não tem nenhum horrível também (ainda não provei todos, pode até ter). O chopp é ruim como sempre, mas tomável como sempre também.

Acho que o grande motivo para ir lá é um motivo institucional (pelo menos para mim). As duas únicas instituições que funcionam no Rio de Janeiro são o tráfico de drogas e a Lei Seca. Apesar de ter uma terceira instituição que está crescendo bastante, o twitter leisecarj, tem horas que não tem escapatória, não dá para beber em outros lugares e voltar dirigindo. Então a melhor opção é encher a cara no bairro e voltar a pé pra casa.

Você deve estar se perguntando: cadê a coisa fina? Fala mal do bar, o motivo principal de ir lá é a lei seca. Cadê a coisa fina? Esse mistério você só vai descobrir quando visitar o nobre bairro do Flamengo e sentir essa magia no ar.

Caldo Beleza

Rua Senador Vergueiro 238, Flamengo, Rio de Janeiro

Horário: Seg. a sáb. 17h à meia-noite

AMBIENTE:

ATENDIMENTO:

CARDÁPIO:

PREÇO:

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Bares #06 – Bar do Armando (AM)

Publicado por na categoria Bares em August 5th, 2011

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Em algum post anterior eu já comentei sobre o meu fascínio pelo centro das cidades. É óbvio que não seria diferente com Manaus. Mas por muito tempo eu considerei o centro de Manaus um lugar escroto, quente pra caralho, só gente feia, suada, cheiro de urina, um pessoal porco cuspindo no chão, limpando o nariz no meio da rua. Hoje ainda é um lugar escroto, apesar de algumas mudanças, a essência da podridão ainda está lá. Talvez a maior mudança tenha ocorrido comigo, eu passei a admirar a escrotidão, ver beleza nesse amarelo-manga.

O centro já foi o lugar mais nobre da cidade, era onde ficavam os casarões dos barões da borracha (gente que ganhou dinheiro tirando leite do pau). Talvez o auge deste período seja representado pela construção do Teatro Amazonas. Com o declínio do ciclo da borracha, o centro ficou abandonado, vários europeus foram embora, os empresários locais faliram ou migraram para atividades menos rentáveis, o comércio que servia essa gente faliu. Daí que a bela decadência começa. Infelizmente o ciclo da decadência é interrompido com a Zona Franca de Manaus. Neste período, o comércio volta com tudo, alguns dos melhores hotéis se estabelecem lá, o centro fica cheio de muambeiros e filhos de prostitutas que enriquecem com as licenças de importação. Graças ao brilhante Fernando Collor de Mello e à abertura comercial dos anos 90, a decadência entra em ascensão novamente. Recentemente, o Estado começou a minar essa ascensão, tentando fazer do centro um playground para turistas.

Entre esses ciclos de decadência, nasce o Bar do Armando. Este boteco é administrado há 40 anos por um português com hábitos de higiene duvidosos. Certamente concorre na categoria de banheiro mais sujo da Escócia. Já foi antro do clube da madrugada (destaco o nome de Erasmo Linhares, autor de um livro idolatrado por mim e pelo Porco, o Tocador de Charamela), mas agora é freqüentado por velhos tarados, gringos otários e comunistas fedorentos.

O clássico do cardápio é o sanduíche de pernil e queijo bola, cortados com uma faca que nunca fui lavada (tecnologia francesa). A cerveja é estupidamente gelada, só podia ser idéia de um português. Depois de certa temperatura você não sente mais o gosto da cerveja, fica horrível. É como tomar n. schin com um halls preto na boca.

Apesar de tudo isso, eu acho sensacional a idéia de ver o pôr-do-sol no centro e depois tomar uma cerveja numa mesa de plástico no Bar do Armando, admirando o que restou da decadência.

p.s. O porta-garrafa era da n. schin, mas estávamos tomando bohemia. Apesar de não fazer diferença alguma quando a cerveja está muito gelada, eu não bebo urina.

Bar do Armando

Rua 10 de Julho, 593, Centro, Manaus

Horário: 15h/3h (fecha dom.)

AMBIENTE:

4

ATENDIMENTO:

CARDÁPIO:


PREÇO:

Bares #05 – Point G (AM)

Publicado por na categoria Bares em July 22nd, 2011

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Antes de tudo, gostaria de avisar para as mulheres do Rio que estão me ligando, não vou atender. Estou em Manaus, ligação em roaming é cara e estou com a família. Família e putaria são coisas que não se misturam. Eu deveria fazer uma introdução sobre a cidade de Manaus. Apesar de ser um cara que gosta de introduzir, dessa vez eu vou pular essa parte. Outro dia eu falo um pouco sobre essa cidade maravilhosa.

Chego na cidade e o Presto já quer encher a cara. Eu não recuso esse tipo de convite e fui tomar umas com esse rapaz e mais dois pilantras que estavam de bobeira (sim, só macho infelizmente). Não tinha nem idéia do que esperar do lugar escolhido, só me falaram que era um lugar tranqüilo e ninguém sabia o nome.

O lugar é bem escondido, pensei que iam me levar pra beber com o tráfico. Sem problemas, eu só não bebo com bicheiro e mórmon. Mas não era tráfico, era a casa de uma mulher. O bar é meio numa laje, não é exatamente laje porque tem uma tentativa de telhado. Poucas mesas, uma televisão e uma mulher simpática e rápida com a cerveja. A mulher se chama Gisele, logo vimos o nome do bar no cardápio, Point G. Parece putaria, mas não é. Minhas amigas acharam que era um strip e ficaram com medo de ir. A Gisele até comentou que vai mudar o nome porque tem uns caras tirando onda com ela. Uma pena, eu gostei do nome.

A tosqueira está em todo o bar. Na parede uns cartazes de cervejas alemãs, mas o bar só trabalha com brahma e skol, uma caixa d’água aparecendo e uns velhos tarados que colocam no Max prime depois da meia-noite. Para comer, churrasquinho de gato e ARROZ 7 GRÃOS. Eu odeio farofa, só como arroz branco com comida japonesa e sou viciado em arroz 7 grãos, achei sensacional essa idéia. Também tem caldinho, escondidinho e a lingüiça Guanabara (a preferida do Presto). Tudo bem gostoso e por um preço honestíssimo. A cerveja também com um preço bom (4,50 brahma e original por 6) e geladinha.

Agora o principal atrativo do bar é que é um lugar desconhecido (até então), ou seja, não dá Zé buceta. Quem não é de Manaus deve estar se perguntando o que é um Zé buceta. Zé buceta é a gíria local para Zé ruela. Uma vez me perguntaram sobre a etimologia da expressão: como Zé buceta pode ser pejorativo se buceta é algo tão bom? Minha explicação é que deriva do Zé que só faz merda e todo mundo manda se foder. Recomendo fortemente o Point G, estou lá todas as sextas de julho.

Point G – Bar & Grill (O nome mudou para Maria e Maria)

Rua 10. Quadra 3. Nº40.

Parque das Palmeiras

Terça à sexta – 18:00hs às 01:00hs

Sábado – 11:00hs às 15:00hs

AMBIENTE:

ATENDIMENTO:

4

CARDÁPIO:


PREÇO:

 

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