EXCLUSIVO! Amazonas Film Fest MEGAPOST pt.2
Dando seguimento ao post passado, eis aqui mais umas 40 fotos do festival, hermanos!
Peter parker deu o show:

Após a exibição dos curtas Amazonenses, rolou uma festinha fechada lá no Palácio do Rio Negro, patrocinado pelo jacaré francês da Lacoste EXCLUSIVO para realizadores.

CHEGA DE FOTOS!
Como o espírito pirata não aceita esse tipo de elitismo besta, este que vos redige tocou o terror e chamou geral pra colar. E colaram MESMO!

Esse bróder aqui embaixo foi um dos vencedores dos curtas 35mm, com o filme “A Guerra de Arturo”, que é muito foda. Conta história de um operador de prompter que digita uma notícia errada e deflagra uma guerra entre Brasil e Argentina. Se eu fosse vocês, ia atrás na net, vale a pena! Se liga nas caras de bêbados: eu disse que o whisky era 4 FREE?? oooh yeah!


Eu bebo mesmo!
Logo acima este cara se chama Cesar Cabral e, na boa, que cara gente fina. Tratou-nos super bem, tirou foto com a moçada, e é diretor do curta “Dossiê Rê Bordosa”, uma animação MUITO FODA que ganhou o festival ano passado de curtas 35mm. Fora que ele nos disse a rotina do Angeli pra criar uma tira: o cara acorda cedão, lê todos os jornais possíveis e passa o dia tomando todas pra ver se pinta alguma idéia porque a tira já sai na dia seguinte. Talk about pressure!

Como assim "quem é o cara?"

Eeeeeeu sou o cara! "Indeed you are!"

Ali, ó!
Diego e Bia, respectivamentes indie filmmaker e redatora. Guess who called them to PAR-TAY!?


Nem fiz meu primeiro longa e já tô entre os grandes diretores. Check it out, bitches: BETO BRANT! Esse cara é foda, foi muito receptivo, e eu fiquei tão nervoso que não conseguia lembrar o nome de um dos filmes dele, gafe total. No dia da cerimônia de encerramento, houve um erro com o prêmio de roteiro, rolou maior comoção, mas parecia não dar em nada… até que o Beto Brant subiu no palco e disse que tinha que apurar a parada. O cara é ativista até a alma, fantástico! Meu amigo Villela quis parabenizá-lo por “ser o cara que fez a Mariana Ximenes mostrar os peitinhos”. Filmes dele: Matadores (o único bom papel do Murilo Benício), Cão Sem Dono, Crime Delicado, Ação entre amigos.
Se é preu curtir, eu colo minha galera. Abaixo, da esquerda para direita: meu médico, minha irmã, meu advogado e minha persona embriagada.

Foi só dar um vacilo, que o homem-aranha foi lá tentar acabar com a minha infância e tentar xavecar minha namorada. “Pensei que vocês fossem irmãos..!” tentou se desculpar o bandido! hahahah


Dia seguinte, ressaca a mil, comoção no Teatro, chegamos cedaço e nesse dia passou um filme chamado “Cidade da Vida e da Morte”, é chinês, fotografia em preto e branco, filme de guerra. Filme FODA de guerra. Imaginem a Lista de Schindler, só que muito mais gore e hardcore. Pesadão, todo mundo saiu da sessão na bad.

E olha só, celebridade de primeira linha: Rita Cadillac! Gente finíssima, sem estrelismos, se abriu mesmo para nos receber. Ponto alto da trip toda: um desses globais da vida chega pra ela e diz: Rita! Quase não lhe reconheci assim! – ao que ela responde: Assim como? Vestida? hahahahahaha Finésse, meus amigos!
Taí o cracházinho que abre mais portas que um visa!

Na segunda rolou então o passeio para os ashtishtash, em direção ao Ariaú, hotel de selva mais véio do Amazonas, tão caro que nem eu sei como o bicho ainda tá de pé. Mas tá lá.


Lembram do Rodrigo e da Patrícia da HBO? Enquanto todo mundo tava relax, lá estavam eles trabalhando, pegando imagens, entrevistando a moçada. Trabalho profissional de altíssimo nível, fiquei embasbacado. Os dois aguentarem esse solerão da porra sem reclamar, garantiram tudo que precisavam e antes do fim do dia já tinham a pauta finalizada. Gente profissa é outra onda! Meus parabéns aos dois pelo excelente trabalho.





Olha só que típico do Amazonas, botaram logo as canhão-poranga pra recepcionar a gringolândia. Lógico que os caras piraram.



Chegamos, me surge logo um anjo depois de quase duas horas de viagem de barco e maresia (ou seria rioresia? Enfim, era a maresia ruim, não a que dá onda), um anjo que segurava um belíssimo copo de caipirinha para refrescar-nos. Quatro copos xtra-large depois e eu já tava girando a cabeça no beira rio. Eles liberaram uns quartos pra nós com aquelas artes típicas da floresta, o que me rendeu uma boa meia hora de lombra quando eu ficava olhando, hahahaha!


Como eu e o Presto não somos los jornalistas de la verdad, não levamos a câmera pra cerimônia, mas tudo certo, porque eu perdi mesmo todas as categorias que eu participei (curta amazonas e edital de roteiro).
O que rolou no encerramento em relação aos roteiros foi o seguinte: Todo ano rola esse edital no festival, que libera 40 mil realezas pra produção de um curta, com edição em San Pablo e transfer para filme 35mm. Esse ano, eu participei com um roteiro em parceira com meu grande bróder Rodrigo Castro, quem estruturou toda a história. Quem era selecionado, era obrigado a participar de uma oficina de roteiros com uma profissa da área, pra estruturar a onda toda. O rapaz que ganhou, chamado Leonardo Costa, não havia participado da oficina. Quando ele ganhou e subiu no palco, os outros competidores ficaram putos, eu fiquei bostado, e foi a maior comoção. Beto Brant viu tudo, foi lá e falou que tinha que apurar, daí o Robério Braga, Secretário de Cultura, se viu forçado a cancelar o prêmio e selecionar outro projeto, estima-se que no dia 25 desse mês. Eu e o Castro decidimos que se não formos selecionados, a gente transforma o troço em animação e que se dane!
Depois foi a festinha de encerramento no condomínio Alphaville, um condo de luxo que tá sendo construído há anos, não tem nenhuma casa, muito mato e uma área de lazer coisa de doido:



Eu não disse que o Cesar era gente fina? Lá foi o cara nos aguentar de novo e tirar mais uma foto, e o que é mais legal: de excelente humor! Ele é da Coala Filmes, marquem esse nome, esse cara vai longe!
Ó o pessoal do Coletivo, finíssimos. Eles têm a ginga when it comes to dance, o branquelão aqui dança que nem o Michael Jacko na fase decadente, mas mais uma vez eles me trataram super bem! Humanos de grande coração!
E foi isso, pessoal. 1 semana de ilusão, de volta à realidade, desta vez com uma promessa do Secretário de Cultura sobre um projeto da primeira faculdade de cinema do Amazonas. Vamos ver até onde isso vai… mas mesmo assim, a luta continua aqui no PPC. Eu tenho que admitir que não levar o edital me deixou noiado, afim de largar essa porra de criação e ir logo fazer um concurso público pra algum cargo de mierda federal, mas meus amigos, sempre eles, me tiraram dessa onda errada e já estamos planejando nossos próximos projetos. E se Deus quiser, estaremos com um projeto muito legal com uma GRANDE PERSONALIDAD da nossa terra num belíssimo filme de entretenimento e arte. Quem, vocês perguntam? CHECK:

RAMBÚ!! hahahahahah! Digo logo que essa foto foi praticamente um sonho realizado pro presto!
Por hoje é só, pessol. De volta à labuta e ano que vem nos estaremos lá de novo!
Um abraço,
mancha




Lembrando que 80% das fotos foram fotografadas pela Giovana Andreozzi!
Valeu Gigi!
Aee, mto bom, mto bom! Tem que mamar mesmo nas tetas desses governinho filho da puta. Pena que ninguém aqui foi premiado, mas paciência, vai rolar ainda! E só a foto com o Rambú soltando as teias já vale tudo. Uma coisa eu pensei que seria abordada e não foi, como estavam os filmes em competição?
Rapaz, por increça que parível, os filmes estão bem produzidos! Ano passado os curtas digitais Amazonas tinham, vamos dizer, uma disparidade de qualidade gritante… entretanto, esse ano, todas as produções locais exibiam uma melhoria técnica gigantesca. Todos os curtas, inclusive o meu, ainda precisam de uma maturidade em relação à narrativa cinematográfica, porque aqui a gente ainda tá fazendo vídeo, e não filme.
O mais engraçado é que quase todos eram experimentais, boa parte deles sequer tinha uma história, apenas viagens visuais, mas isso é videográfico, não filme.
Os filmes vencedores desta categoria foram “Uma Janela Para o Outro” que é um mini entrevista-documentário sobre um falecido professor da UFAM que foi pioneiro do cineclubismo em Manaus. Levou prêmio do júri; ainda tinham mais dois prêmios, júri popular e grande júri, que quem levou foi uma filme chamado “Abóbora”, que tinha um apelo bem popular. Conta a história de uma mina que vai viajar em 15 minutos pra um curso de 3 anos, mas um cara que ela conhece na noite anterior faz de tudo pra ela ficar. É mei besta a premissa, mas o que ganha o filme é a produção e atuação, que foi bem coordenada, o que é raro aqui no Amazonas.
O lance é que esse Abóbora tem uma estética mais de televisão do que filme, o que me incomodou. O pessoal do filme levou anos pra terminar essa onda, então acho que o prêmio também foi merecido.
Dos outros filmes eu vi poucos, uns chatos que nem lembro, mas eu destaco dois: “City of Life and Death” – sobre a ocupação japonesa na china durante a 2a guerra Mundial, e “The Road”, com Viggo Mortennseilácomoescreve, o qual eu não vi por puro vacilo, mas arrebentou o festival e levou o prêmio.
Curtas excelentes: “Fractais Nordestinos”, “De repente, Divino”, “A Guerra de Arturo”, muito bons MESMO! Inclusive eu entreguei nossas animas mais outras animas que fiz pro cara do De repente, Divino, pois ele é da ABCA, Associación Brasileira de cinema de animação, mas até agora o cara não deu o feedback…
Cara, teve mais um peeeenca de filme francês (afinal, os putos é que ajudaram a organizar esse fest), uns viagem, uns chatos, a maioria documentários. Um deles era muito bom, sobre como o garimpo de ouro vai acabar poluindo os rios e matando todo mundo (o que me deu uma idéia prum curta), mas no final acaba aquele impasse: o brasil está acabando com a amazônia e os europeus é quem vão nos salvar, hahaha!
Boa, piratas. Bom te-los por perto nas festividades. Duas considerações:
1) Por que diabos o Rambú ta fazendo o gesto do homem-aranha na foto?
2) A irmã do mancha foi a grande estrela do palácio rio negro.
Minha irmã levou 15 convidados com ela! hahahahaha os mancini no tienes bussola!
Aquela moça loira é a sua irmã? como diria sebastião estiva, TÁ DE MUITO PARABÉNS!!
Roberto, vou adicionar uma terceira consideração:
3) Nas primeiras fotos, pq o mancha tá sempre com um copo de cerveja em uma mão e de whisky em outra?
Segurando meu copo enquanto eu fotografava.
Nossa, eu to horrível em todas as fotos