E voltamos com mais uma review atrasadíssima (era pra sair no fim do ano passado) e desta vez temos a Samba #2. Maior, mais bonita (agora com lombada quadrada), com mais colaborações e até com quadrinhos em 3D. Delícia cremosa.
Nosso entusiasmo pela revista e pelos quadrinhistas que costumam aparecer por aqui já está muito bem documentado. Nomes como Gabriel Góes, LTG, Gabriel Mesquita, Elcerdo, Stêvz, e Caêto já passaram por aqui, alguns mais de uma vez. São, em grupos ou separados, alguns dos nomes mais instigantes dos quadrinhos brasileiros atuais – entre hqs autorais/independentes ou não. São artistas que procuram sempre os limites da narrativa de histórias em quadrinhos, e isso não quer dizer exatamente quadrinhos totalmente experimentais ou uma torrencial influência dos quadrinhos europeus – embora ambos estejam representados.
De cara, preciso dizer que o primeiro número da revista ainda é o meu favorito, mas por pouco. Mas se Samba #2 não eleva o padrão (apenas o mantem) como um todo, algumas das páginas aqui presentes, separadas, estão entre os melhore trabalhos que li nos últimos anos. Para começar, depois de minhas súplicas para uma revista solo do grande Billy Soco, pelo menos tiveram a decência de lhe reservar um belo espaço na publicação, e em 3D (não se preocupe, cada revista vem com seu próprio óculos tridimensional). Isso já valeria a compra do seu exemplar, mas tem mais.
Daniel Laffayette se faz presente com sua sensacional tira Oficina do Diabo. O Capitão Átomo, de Gabriel Mesquita, tem sua origem contada de forma explosiva, como uma HQ da era de ouro. Mesquita também nos trás a excelente A Canção de Ontem – Parte 1, com toques bíblicos e mitológicos. Mateus Gandara apresenta a sua belíssima história Tuareg e Fábio Baroli nos apresenta uma história sequencial em óleo sobre tela. Mas, de longe, minha seção favorita é O Coelho Morto, de Eduardo Belga, um conto sombrio e fascinante sobre o animal morto andando pela sua floresta.
Talvez a presença de algumas histórias sem muito brilho tenha deixado a peteca cair algumas vezes – mas não se engane, a Samba #2 é um trabalho excelente, de ótima qualidade (narrativa e editorial) e a prova definitiva de que já não existe distinção entre trabalhos independentes e de grandes editoras (parece discurso, mas é só constatação).

SAMBA APRESENTA: SAMBA #2
FORMATO: 18 x 26 cm
PÁGINAS: 136 páginas coloridas
PREÇO: R$15,00 (em média)
TEXTO E ARTE: Daniel Laffayette, Gabriel Mesquita, Amélia Woo, Stêvz, Lucas Gehre, Rodrigo Urbano, Alex Vieira, André Valente, Gabriel Góes, Eduardo Belga, João Lavieri, Jairo Neto, Pedro Franz, Tiago ‘Elcerdo’ Lacerda, Fabio Baroli, Felder, Witko Caêto, Mateus Gandara e Vitor Batista.























Rapaz, da bela capa ao recheio, essa revista realmente é uma delícia.
concordo com o Manjaro! A revista é ótima!
A história do Billy Soco em 3D me deixou pensativo!
Parabéns aos editores pela bela revista!
A capa é linda, a samba é foda! O 3D do Billy Soco é demais! Lembro até agora do Gabriel me falando que estava preso ao personagem, e quando autografou uma revista minha, fez um desenho do billy soco e disse: pô, cara, estraguei tua revista! ahahahahaha Essa daí vale a compra!
Sensacional essa do Laffa!
mto foda essa capa
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