Posts Tagged ‘HQs’:


Reviews#157 – Revista Libre (Vários Artistas)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em May 10th, 2013

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NÃO PERCAM – AMANHÃ VAI AO AR UMA PROMOÇÃO SORTEANDO UM EXEMPLAR DA LIBRE

A Libre é uma antologia de histórias em quadrinhos curtas que nasceu da união de alguns amigos espalhados pelo Brasil e organizou para uma bem sucedida campanha de crowdfunding através do Catarse. A lista de nomes vem predominantemente dos Quadrinhos Insones e é um tanto remanescente de outro interessante projeto semelhante, a Revista Peixe Fora d’Água, editada em 2011 por Diego Sanchez e Laura Lannes. Além deles, estão de volta Daniel Cramer, Murilo Souza e Vidi Descaves.

598704_171068539711508_1059806472_nNão foi extremamente difícil ultrapassar a quantia necessária. De dois anos pra cá esses foram nomes que começaram a ressoar na mídia e principalmente nas redes sociais como uma geração talentosa e autoral – na verdade, a quantia foi dobrada e o número de páginas foi significantemente aumentado.

1002_126793544139008_1613551521_nE, na maior parte das vezes, eu fico feliz por ter apoiado esse projeto com meu dinheirinho suado. Sanchez estufa as páginas com seu belo traço e suas histórias de relacionamentos misturados com realismo fantástico (ele também acabou de lançar um trabalho solo que logo mais aparecerá por aqui); Descaves explora muito bem os quadrinhos sem diálogos e personagens sem expressão facial para criar imagens simples, mas hipnotizantes; Cramer é um grande desenhista cheio de poesia e boas sacadas; Lannes nos oferece um pequenino exemplo de seu existencialismo sempre certeiro e nunca maçante; Lucas Maciel traz suas histórias aquareladas com – na maioria das vezes – bons roteiros; As boas e inteligentes tirinhas de João Castro, que sabe brincar sem pieguice. Isso sem falar nas boas participações de gente que já não é revelação como Daniel Og (uma das melhores histórias do livro), Mateus Acioli e DW Ribatski.

19012_154445424707153_366650262_nMas a grande revelação, pra mim, é Felipe Portugal, do qual pouco conhecia. Seu traço lembra um pouco de Brandon Graham com Frederic Boullet e até algo do Og, sua coloração é excelente e todas as suas páginas, sem exceção, mostram apuro, inventividade e humor sutil.

60779_141092066042489_1465598907_nPorém, como acontece com uma parcela considerável das antologias em quadrinhos, há uma deficiência na parte da curadoria e é de gelar o coração. Sim, pois o número de páginas inicial do projeto subiu de 100 para 152, que me parece ter sido preenchido às pressas com material abaixo da média ou simplesmente medíocre. Não são só as páginas de gente como Beatriz Lopes, Gus Moraes, Xico e Rodrigo Okuyama que deixam a desejar e/ou parecem totalmente perdidas tematicamente no meio do resto do material. Os próprios Cramer, Maciel e Descaves e Murilo Souza mostram algumas poucas páginas que destoam e enfraquecem a revista como um todo.

550531_125525537599142_1708851296_nClaro, não é nada muito preocupante, só uma oportunidade perdida de se fazer uma edição sensacional (a numeração nas páginas e manter a visualização total em uma só ordem horizontal também ajudariam), mas ainda assim há muito com o que se deliciar dentro da Libre e, principalmente, conhecer e começar a colecionar os quadrinhos dessa geração que já aparece chamando a responsabilidade para si e mostrando (bastante) serviço.

 

[LANÇAMENTOS LIBRE EM SÃO PAULO - 11/5 e 12/05]

[LANÇAMENTO LIBRE NO RIO DE JANEIRO - 15/05]

 

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FORMATO: 14,8 x 21,0 cm
PÁGINAS: 154 páginas em Cores.
PREÇO: R$20,00 + Envio (Preço sugerido)
ARTE e TEXTO: Diego Sanchez, Murilo Souza, Laura Lannes, Daniel Cramer, Beatriz Lopes, Gus Moraes, Xico, Rodrigo Okuyama, Vidi Descaves, Felipe Portugal, Jopa, Luísa Pollo, Lucas Maciel, Mateus Acioli, DW Ribatski, João Castro e Daniel Og.

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Reviews#156 – POWR MASTRS Vol 2 (Chris Forgues)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em May 8th, 2013

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E lá estão de volta A Bolha Editora e CF (Chris Forgues) com o segundo volume da série POWR MASTRS, originalmente lançado nos USA pela Picturebox Comics. É o tipo de série em quadrinhos que eu sinceramente não esparava que fosse passar do primeiro volume no Brasil, mas fico muito feliz por ter sido enganado.

powrmpng2.34Se você leu minha resenha anterior, sabe que estamos falando de uma obra bastante peculiar que traz um liquidificador de referências e o atira na parede logo depois de bater tudo no copo. Algo como um Game of Thrones mais perturbador e drogado. Bem vindos de volta à Floresta de Oxbow, única parte conhecida da Nova China.

powrmpng2.066Buell Kazee desce sorrateiramente até o porão da Cripta Plex Know e incita confusão; Tetradyne Cola tira um cochilo e sonha com Monica Glass e os solta-faíscas de limão do estúdio star; Tetradine Refri tem um infeliz encontro com Darman Orry; membros do clã dos Marker comparam anotações de seus crimes mágicos e as bruxas de Lace Tremblor conspiram a noite da transmutação. Enquanto isso, Subra Ptareo se deixa desaparecer na floresta. (não se preocupem, como sempre nós temos os essenciais mapa e recordatório dos personagens logo nas primeiras páginas)

powrmpng2.56A arte de CF, que não é lá de enquadramentos muito inventivos, se mostra cada vez mais firme e definida, com um melhor espaço para respiro para que o leitor desvende melhor cada página. Sem que isso indique qualquer mudança no seu ótimo traço, apenas confiança. Dessa vez também temos algumas incríveis páginas coloridas em aquarela que parecem uma continuação por direito do clássico longa-metragem animado Fantastic Planet (embora por vezes também me faça lembrar da animação de Yellow Submarine).

powr_mastrs2A única coisa convencional nessa série é que, sendo esse o segundo volume dos 10 programados (mas até agora, somente 3 lançados) se caracteriza mais como um momento de transição para a maioria dos personagens e introdução de uns poucos outros, ficando levemente atrás no frescor e surpresa que iniciou a série. Dito isso, é absolutamente essencial para quem gostou do primeiro volume. Não há como começar a ler a saga desse medonho e incrivelmente atraente universo e simplesmente ficar indiferente aos rumos que a história deve tomar nas próximas edições.

MC POWR MASTRS FIGHTAgora que eu tenho certeza que A Bolha Editora vai lançar por aqui o terceiro volume, a ansiedade é para que CF termine logo a número 5 (o 4 tem previsão de lançamento para o final desse mês por) lá fora para que possamos nos jogar cada vez mais de cabeça nessa incrível e terrível mundo bizarro.MC.CF MECHLINMEN

 

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A BOLHA EDITORA APRESENTA: POWR MASTRS VOL. 2

FORMATO: 15,4 x 21,4 cm
PÁGINAS: 104 páginas em P&B e Cores.
PREÇO: R$37,00 (Preço sugerido pela editora)
ARTE e TEXTO: Chris Forgues (CF)
TRADUÇÃO: Thiago Gomide Nasser

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Reviews#155 – Crônicas de Jerusalém (Guy Delisle)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em April 19th, 2013

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Vocês devem conhecer o Guy Delisle, certo? Ele veio ao Brasil para o Festival Internacional de Quadrinhos e já esteve aqui no PulaPirata com seu excelente Shenzhen. Para quem não o conhece, uma introdução é de vital importância: Delisle é um cartunista e animador franco-canadense que costuma passar longos períodos longe de casa – em lugares um tanto peculiares – seja levado pelo seu trabalho ou para acompanhar sua esposa, funcionária da organização Médicos Sem Fronteira. Seus livros anteriores publicados por aqui, além do já citado Shenzhen, são Pyongyang e Crônicas Birmanesas (todos pela Zarabatana Books). Em todos eles Delisle faz uma mistura dos inocentes cadernos de viagem com histórias autobiográficas e jornalismo em quadrinhos, mas na verdade cria narrativas pessoais cheias de opiniões e detalhes do dia-a-dia que nos direcionam a um olhar diferente sobre lugares dos quais costumamos apenas ler a respeito ou ver algumas notícias na televisão (ou nem isso).

CronicasDeJerusalemOmelete-1Crônicas de Jerusalém, como o nome já diz, trata do tempo em que o cartunista passou em Israel. Ao lado de sua esposa Nadège (que fora trabalhar na Faixa de Gaza) e de seus dois filhos pequenos, foi um ano no meio de um dos territórios mais controversos dos tempos modernos. Apesar de ser o país/cidade mais conhecido e estudado dentre seus destinos, Jerusalém e suas questões geo-políticas, além de uma imensa e complicada fauna religiosa, parece ser o destino mais confuso de todos.

CronicasDeJerusalemOmelete-2Não vá esperando algo na linha do jornalista Joe Sacco. Delisle traça várias pequenas histórias de 2 a 16 páginas que, na maioria das vezes, tem muito humor e toma como ponto de partida as suas necessidades como pai de família encarregado de cuidar de duas crianças num país cheias de leis e costumes peculiares enquanto a mãe está na linha de guerra. Ele mesmo se refere ao livro como um grande cartão postal que mandaria para sua família. Essas historietas são fragmentos sem um senso de dramaticidade ou linha narrativa bem resolvida, mas ao tentar mostrar o quanto aquilo tudo é estranho para um ocidental que está de passagem, acaba esclarecendo bastante sobre a chamada terra santa, que ainda assim só deve fazer total sentido para quem sempre viveu por lá.

CronicasDeJerusalemOmelete-3Como a cidade de Jerusalém é um dos lugares mais sagrados que existe tanto para judeus quanto muçulmanos e cristões, a briga por seu controle é forte e recorrente. Sendo esse o grande destino para criaturas exóticas (mais conhecidas como religiosos fundamentalistas de cada uma dessas crenças e pelo menos duas dezenas de religiões distintas), é de se entender que cada região tem suas próprias leis santas e não é difícil de ser alvejado por pedras ao quebra-las no lugar errado por pura falta de informações. Um prato cheio para as observações levemente ácidas de Delisle.

CronicasDeJerusalemOmelete-4Além dos engraçados/aterrorizantes ortodoxos, há outros quatro assuntos muito recorrentes na HQ e que claramente ocuparam a cabeça do cartunista neste seu ano em Israel: Em primeiro lugar é como os árabes/palestinos são tratados (ou melhor dizendo, excluídos, rejeitados e confinados) em um território que pertencia a si. Não faltam relatos de como tudo parece ser feito para transformar suas vidas em algo miserável; Em seguida, na linha de importância, vem o grande e sagrado muro das lamentações, uma muralha que não se parece em nada com o que ele tinha em mente, mas mesmo assim o deixou fascinado por sua função política, as pessoas que frequentemente tem que (ou tentam) passar por lá e também por seu desenho. Não faltam sketches do muro; Em seguida há a constante presença de armas diariamente, não só por parte da polícia e de militares, mas também por civis e até crianças, que andam com espingardas e rifles nas costas como se fosse a coisa mais comum do mundo (para eles, claro, é a coisa mais comum do mundo); O quarto tema mais recorrente pode surpreender, mas também é um tanto óbvio: a procura por um bom e bem localizado parquinho para que seus filhos Alice e Louis tenham bastante entretenimento e não notem que sua mãe nem sempre pode voltar no dia combinado por causa de atentados e bombardeios em Gaza.

CronicasDeJerusalemOmelete-5Apesar de não alterar seu modo de contar histórias e seu traço, é possível ver aqui o cartunista no topo de sua forma narrativa enquanto nos reconta um período em que ele praticamente não conseguiu colocar sua criatividade em funcionamento por motivos domésticos. Por mais que Delisle pareça visivelmente decepcionado com a cidade (que ele pensava ser mais parecida com a moderna e festiva Tel-Aviv), é fácil entender o seu fascínio por essa terra cheia de contradições. Para quem se interessar mais pelo assunto e já tenha lido a HQ, há também o blog que o cartunista manteve ativo durante sua estaria israelense e que contém inúmeros sketches – alguns dos quais são reproduzidos no livro – além de fotos e vários relatos escritos. 

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ZARABATANA BOOKS APRESENTA: CRÔNICAS DE JERSUSALÉM

FORMATO: 16 x 23 cm
PÁGINAS: 336 páginas em Cores
PREÇO: R$65,00 (Preço sugerido pela editora)
ARTE e TEXTOGuy Delisle
TRADUÇÃO: Cláudio Martini

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Reviews#154 – Fabio Zines #01-#40 (André Valente / Gabriel Góes)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em April 5th, 2013

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Poucos quadrinhistas brasileiros são tão citados como influência hoje em dia como o gaúcho Fábio Zimbres. Faz sentido que ele vez ou outra seja alvo de algumas homenagens por artistas diversos, mas nada se compara ao projeto Fabio Zines, onde Gabriel Góes e André Valente se comprometeram a escrever, desenhar e produzir 100 pequenos fanzines durante o ano de 2013 e enviar um exemplar de cada para o Zimbres. As únicas regras são fazer tudo de maneira analógica e não usar o photoshop para compor, desenhar ou causar interferência gráfica. 

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Por sorte minha e de vocês, cada um desses 100 exemplares está (ou estará) à venda no site oficial deles. Como eu passei minha adolescência catando qualquer fanzine interessante que passasse por Manaus e produzindo uns tantos outros com o Salsicha, a ideia ainda no papel já me parecia bastante sedutora, mas pelo fato de Valente e Góes serem dois dos quadrinhistas contemporâneos mais inventivos (e estranhos, no ótimo sentido) que conheço, fiz ainda em dezembro do ano passado minha assinatura integral para receber todos os números na minha casa. Só faltava esperar os correios pra entender direito o que era tudo isso.

fabio-015Agora que tenho os primeiros 40 exemplares em mãos, posso dar uma boa opinião de tudo. Logo de cara se percebe que a dupla não se limitou simplesmente a preencher 8 páginas (sem contar as capas) por vez com quaisquer quadrinhos e rabiscos. Mesmo quando, de fato, há rabiscos, textos e ilustrações soltas, elas todas funcionam dentro de um conceito. Além disso há uma interessantíssima programação visual dentro desse formatinho imutável, sempre com excelente impressão (nada de xerox tosca), soluções gráficas inventivas e ótimas capas com papéis de gramaturas diferentes.

fabio4Geralmente cada número é dividido ao meio com quatro páginas para cada um dos dois desenhistas. O formato gráfico-narrativo vai desde tirinhas curtas, histórias completas, pseudo-storyboards, choose-your-own-adventure, colagens, aventuras e dramas metalinguísticos, diagramas, um envelope com cartas de tarot, ilustrações aleatórias e até um catálogo fictício da Semana de Arte Moderna de 2013. E é quando eles atingem maiores graus de demência e disformidade que os Fabio Zines realmente brilham. Além disso, eles de vez em quando estão referenciando, reimaginando e até assassinando vários personagens icônicos como Tintin, Charlie Brown, Super Homem e, principalmente, Bart Simpson. Claro, esses são os caras da Kowalski.

fabio-024A leitura é rápida, cada número demora entre 30 segundos e 2 mintuos para se ler. Algumas edições são apenas interessantes e fazem mais sentido como um todo dentro de uma leitura maior, mas não recomendo que alguém pegue só um par de Fabios para ler, já que a grande graça está na continuidade do projeto, Uma dica para quem pretende começar devagar, tendo só um gostinho antes de pisar fundo, é comprar as edições entre 11 e 15 ou entre 21 e 25, que foram as minhas preferidas até agora. É baratinho e tem várias formas de comprar/pagar. Quem se tornar assinante paga mais barato e tem direito a brindes como um zine feito por Liomar (A Ilíada de Manonight) ou um feito por Cynthia B. e Allan Sieber (Ofensa Gratuita #1)

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E essas são só as primeiras 40 edições. Sabe deus o que mais vem pela frente, mas eu recomendo que você comece a acompanhar o quanto antes. Em tempos de webcomics firmes e fortes, não tenho ideia de quando você poderá ver um projeto tão legal assim de novo em papel. Poderia ser algo picareta, mas é apenas a imaginação livre de dois artistas sem censura e com um deadline apertado que vai forçando a criatividade de ambos a cada número para se repetirem menos e surpreender mais o leitor, que ainda tem uma longa jornada pela frente.

fabio-013BONUS: A Revista Samba publica os outtakes dos Fabio Zines em seu site. 

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FORMATO
: 4 x 6 cm
PÁGINAS: 8 páginas em Preto, Branco (por edição)
PREÇO: R$2,00 + frete por cada edição / R$10,00 + frete por pacote com 5 edições / R$ 142,50 (frete grátis) por 95 edições.
ARTE e TEXTO: André Valente, Gabriel Góes e Alberto Sudoríparo

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Novas dicas de Leitura – ISSUU

Publicado por na categoria Destaque, Info em April 3rd, 2013

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De vez em quando tentamos complilar listas como a de melhores HQs disponíveis para download ou nossas webcomics preferidas. Agora chegou a vez de mais post recheado de indicações de leituras disponíveis online, dessa vez todas disponíveis através da plataforma ISSUU (que já não é nenhuma novidade), onde muitos fanzines, livros e gibis podem ser encontrados e lidos gratuitamente, com autorização de seus autores.

Algumas dessas HQs foram feitas diretamente para a internet, enquanto outras estão disponíveis aqui como degustação e também tem uma versão física que vale a pena ter na sua estante.

(obs. aguardem um pouco para que todos os arquivos carreguem na página, demora alguns segundos)

 

OVELHA NEGRA – A REVISTA QUE O BRASIL NÃO LEU
Uma espécie de mockumentary em quadrinhos de uma revista que poderia ter existido.
por Daniel Werneck e Ricardo Tokumoto – LINK


GALAXIAN
Uma fabulosa e delirante série de ficção científica em 36 páginas.
por Gabriel Góes e Lucas Gehre – LINK

 

AZUL
Quadrinhos semi-autobiográficos 
por Lucas Maciel – LINK

 

ANTONIETA TIC-TAC
Fanzine de HQs produzido na oficina de férias da Quanta Academia de Artes com Gil Tokio.
por  Bruno Gonçalvez, Flávio Barbosa, Rafael O. Souza, Isabele Siqueira, Maurício da Costa, Leandro Nascimento. 

 

O GRANDE LIVRO DAS ILUSÕES PELOTENTESES – FASCÍCULO I
A cidade de Pelotas e seus moradores se tornam personagens poéticos.
por Angélica Freitas e Odyr – LINK 

 

BELELÉU #1
Enquanto esperamos pela número 2, confira a HQ lançada em 2009 na íntegra.
por Tiago “Elcerdo” Lacerda, Daniel Lafayette, Eduardo Arruda, Estevão “Stêvz” Vieira. – LINK

 

POTLATCH
Terceira e última parte da HQ Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo
por Pedro Franz – LINK 

 

COCK FIGHT – RINHA DE GALO
O universo do MMA ainda guarda muitas surpresas.
por Elmanchez – LINK

 

APARECIDA BLUES
Uma das melhores HQs que já lemos sobre musicalidade, decepcões amorosas e a morte.
por Stêvz – LINK

 

O BANHEIRO SELVAGEM #1
Coletânea bem NSFW de quadrinhos underground de Londrina.
por Pietro Luigi – LINK

 

PALESTINA – AS PEDRAS NO CAMINHO
Uma história sobre um campo de refugiádos em pleno território palestino.
por Denis Mello e Beth Monteiro – LINK

 

A ÉTICA DO TESÃO NA PÓS-MODERNIDADE
O nome já diz bastate! Great comics!
por KatzenMitzen

 

ESCRITO NAS ESTRELAS
Historieta feita na base do improviso à seis mãos.
por Victor Zalma, German Ra e Raul Souza.

 

 

O MENINO CONCHA
por Felipe Portugal. – LINK

 

ENTREQUADROS – CÍRCULO COMPLETO
Romance em quadrinhos indicado ao Troféu HQ-Mix.
por Mário Cesar – LINK

 

 

MUNDOS EM SEGUNDA MÃO – VOL. 1
Quadrinhos/crônicas do cartunista sérvio Zograf publicados em Portugal.
por Aleksandar Zograf – LINK

 

QUADRINHOS A2 – AQUELE QUE VEIO DE LONGE
Apenas uma das várias HQs curtas e divertidas “baseadas em fatos reais” do casal Quadrinhos A2.
por Paulo Crumbim e Cristina Eiko – LINK

Reviews#153 – Ryotiras Omnibus (Ricardo Tokumoto)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em March 29th, 2013

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ryotcapaO Ricardo Tokumoto sempre foi um dos nossos quadrinhistas favoritos que surgiram na internet de uns anos pra cá. E também um dos mais amplamente divulgados pelas redes sociais por fãs e pessoas que o compartilham sem ter ideia de quem seja. Seu site Ryotiras é uma fonte constante de diversão e nós o mencionamos por aqui mais de uma vez. Já até dedicamos um podcast inteiramente ao cara.

ryot6Bom, agora depois de lançar seus próprios fanzines, participar de publicações coletivas e de seus trabalhos no mercado de ilustração infantil, Tokumoto lança seu livro mais importante, por enquanto, uma coletânea com uma auto-curadoria cuidadosa que destrincha seus primeiros 5 anos na ativa como webcartunista, entre 2007 e 2012, carregando quase 250 páginas de humor expansivo.

ryot3Ryotiras Omnibus – que foi produzido através de financiamento coletivo com dinheiro dos fãs, numa campanha incrivelmente bem sucedida onde se arrecadou mais do que o dobro do valor inicial – faz um apanhado geral de sua carreira e não tenta esconder suas tiras iniciais, quando o autor ainda estava engatinhando, tanto em termos de técnicas de desenho e finalização quanto de humor. Fiel ao seu site e ao seu público, está de tudo um pouco e o livro funciona praticamente como uma autobiografia, onde ele mesmo analisa seu desenvolvimento ano a ano.

ryotryot7E é muito bom acompanhar o crescimento de um artista de página a página. Algumas de suas tiras entre 2007 e 2009 são realmente abaixo das expectativas (bem abaixo), mas isso só serve para mostrar o quanto Tokumoto amadureceu e muita gente por ai o chama de gênio. É legal ver suas influências sendo comentadas e aplicadas em seus quadrinhos – Laerte, Monty Python, Akira Toriyama, Douglas Adams, Fábio Zimbres, Pendleton Ward, Nicholas Gurewitch, Guy Delisle, George Orwell, Cyril Pedrosa, etc. – até chegar a um estilo inconfundivelmente seu, misturando uma arte que mescla sua explosão de cores com a maluquice japonesa, um senso de realismo fantástico e a influência clássica de cartuns brasileiros dos anos 80 e 90, além de piadas e humor gráfico que frequentemente se utilizam do existencialismo e comentários astutos quanto à sociedade de consumo com altas doses de um espetacular nonsense.

ryot5Apesar de 90% deste material estar disponivel na internet, em seu próprio site, a edição física não só é totalmente justificável como altamente indicada, apesar da escolha do papel couché brilhoso ter me deixado um pouco incomodado. 

ryot10Ps. Como um dos prêmios para os incentivadores no Catarse, o Ryot produziu um fanzine chamado “Como Talvez Fazer Tiras Relativamente Engraçadas Quase Todos os Dias“. Se você não o recebeu impresso em casa, pode ler aqui em versão PDF.

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PANDEMÔNIO COMIX E QUADRINHOS RASOS APRESENTAM: RYOTIRAS OMNIBUS

FORMATO: 16 x 19 cm
PÁGINAS: 248 páginas em Cores.
PREÇO: R$37,00 com frete incluso (Preço sugerido)
ARTE e TEXTO: Ricardo Tokumoto

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