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Reviews#150 – Coleção Shakespeare – Macbeth (Marcela Godoy & Rafael Vasconcellos)

Publicado por na categoria Reviews em February 13th, 2013

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William Shakespeare está tão fortemente posicionado no imaginário coletivo que até hoje suas obras são adaptadas para todos os tipos de mídias (com diferentes graus de fidelidade e/ou sucesso artístico e comercial) e sua vida ainda pessoal – ou até mesmo sua existência – é assunto de debates acirrados entre leitores leigos e especialistas. Recentemente, quase todas as adaptações de suas peças vem tentando se aproximar de um linguajar mais palatável para as novas gerações que estranham um primeiro contato com seu linguajar rebuscado tanto no drama quanto na comédia.

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Espelhando-se no modelo editorial franco-belga, a Editora Nemo vem lançando regularmente sua Coleção Shakespeare, sempre juntando diferentes desenhistas e roteiristas que podem trazer esses textos tão clássicos aos quadrinhos de modo contemporâneo, sem no entanto tentar atualiza-lo ou desvirtua-lo. Macbeth, produzida por pela roteirista e romancista paulista Marcela Godoy e o desenhista capixaba Rafael Vasconcellos é um grande exemplo disso.

mac4A conhecida sinopse diz: Três bruxas profetizam: “Macbeth será rei”, e tem início aí uma trama maligna, envolvendo assassinato, ambição e loucura. Uma HQ com reis e nobres, exércitos em guerra e uma bela e letal mulher. Uma história que nos fala da essência do Mal, em sua forma mais sedutora.

mac6Trata-se de uma das obras dramáticas mais poderosas e famosas do bardo, compactando assuntos extremamente polêmicos para a época em que foram escritos como insanidade, regicídio e bruxaria, permanecendo ainda hoje como um atestado da genialidade e universalidade de sua escrita.

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Longe de ser uma adaptação genial, este Macbeth de Godoy e Vasconcellos tem como seus maiores trunfos a adaptação concisa do texto original em poucas páginas sem ferir o texto de Shakespeare e um certo clima de fantasia medieval quando os detalhes sobrenaturais do texto se somam ao bom traço americanizado – e palheta de cores – do desenhista. Uma das poucas vezes que vi uma de suas peças que parece visualmente confortável e funcional em seu universo, ao invés de uma transposição de figurinos e objetos de cena traduzidos do teatro.

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Infelizmente, transpor tal drama para os quadrinhos não é trabalho fácil e parece faltar algumas páginas para deixar a história respirar e a dor – componente essencial de Macbeth – reverberar e criar o clima certo.

Esta HQ também pode ser comprada em versão digital para tablets aqui.

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EDITORA NEMO APRESENTA: COLEÇÃO SHAKESPEARE – MACBETH

FORMATO: 20 x 28 cm
PÁGINAS: 64 páginas em Cores.
PREÇO: R$39,00 (Preço sugerido pela editora)
ARTE: Marcela Godoy
TEXTO: Rafael Vasconcellos

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Reviews#148 – Luzcia, A Dona do Boteco (Luciano Salles)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em February 1st, 2013

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Todo mundo com hábitos boêmios conhece pelo menos um excêntrico dono de bar pé-sujo. Geralmente um(a) idoso(a) de poucas (ou muitas) palavras com um certo desdém pelo resto da humanidade e algumas frases indecifráveis perfeita paraos bebums de plantão. E se esses senhores e senhoras são geralmente vistos com simpatia e não há muitas lendas urbanas a seu respeito, o artista paulista Luciano Salles acaba de nos proporcionar uma. 

luzciaLuzcia, a Dona do Bar nos mostra um dia normal e um tanto inusitado na vida desta personagem peculiar que dá nome à essa Mini-HQ. Ela é manca, vive majoritariamente de uma pensão do governo e tem que aguentar todo santo dia os despaupérios de seus clientes mais embriagados. Seu jeito de falar logo chama a atenção com alguns S a mais, o que a torna ainda mais carismática, até que uma certa reviravolta nos da mais detalhes de como ela incrementa sua renda. Se é uma crítica à sociedade atual, ao capitalismo ou simplesmente um conto de terror compacta, não sei dizer, mas é efetiva.

luzcia3Luzcia é uma história simples e bem contada que serve como mais uma amostra de que bons quadrinhistas brasileiros estão se fazendo notar pelo quatro cantos do país investindo em projetos de pequena escala e de grande criatividade. Com seu estilo sujo que beira o grotesco e vem carregado da influência (ao que me parece) de gente como Marcatti, Glauco, Chico Caruso, animações de David Lynch e principalmente Lourenço Mutarelli, Salles aparece como uma interessante promessa com um belo visual sujo, mas que ainda precisa ser testado em suas habilidades narrativas.

luscia 34Infelizmente, a HQ já está esgotada e será bem difícil conseguir uma cópia impressa e produzida artesanalmente com grande qualidade (embora eu tenha achado irritante a proteção de papel manteiga), mas você pode lê-la em seu computador e também ficar de olho no blog do artista, que já prepara outro trabalho, intitulado O Quarto Vivente

 

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DIMENSÃO LIMBO ESTÚDIO APRESENTA: LUZCIA, A DONA DO BOTECO

FORMATO: 10 x 14 cm
PÁGINAS: 16 páginas em P&B.
ARTE e TEXTO: Luciano Salles

Reviews#147 – Guadalupe (Angélica Freitas & Odyr)

Publicado por na categoria Reviews em January 28th, 2013

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Nas Américas, talvez o México seja o país com a cultura mais exuberante e sedutora para os olhos estrangeiros. Entre crenças populares, rituais indígenas, civilizações antigas, desertos místicos e fartas doses de tequila e alucinógenos, o modo de viver dos mexicanos está sempre acompanhado de seu rico folclore. Mas raramente vemos isso pela ótica de artistas brasileiros.

guadaCom roteiro da poeta Angélica Freitas e arte de Odyr - ambos gaúchos da cidade de Pelotas -, Guadalupe se utiliza dessa cultura peculiar em doses homeopáticas, sem chegar perto de exageros folclóricos, para criar uma comédia dramática em forma de road movie, acentuada com realismo fantástico. Apesar de tocar em temas como a mortalidade, abandono e homosexualidade, trata-se de uma história leve, inventiva e divertida, sabendo balancear bem o tom de sua narrativa e a importância que cada tema tem para seus personagens e para o mundo ao seu redor.

guardarpeA sinopse nos diz que: “Às vésperas de completar 30 anos, tudo o que Guadalupe quer é esquecer o trabalho que tem no sebo de Minerva, seu tio travesti. No meio do pior engarrafamento do ano, fica sabendo que a avó, Elvira, morreu ao chocar sua scooter com um tacomóvel. Com seu furgão, ela é a única que pode cumprir o último desejo da avó: um enterro com banda de música em Oaxaca, cidade onde nasceu.

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Mas há lá seus problemas. Não cabe a um crítico sugerir os caminhos que os artistas deveriam ter percorrido em suas obras, (mas) é inegável que há muitos detalhes ricos e interessantes que, sub-aproveitados, transformam-se em artifícios mal construídos para a narrativa. Como se essas 120 páginas fossem um prelúdio ou um primeiro capítulo de um enredo que se aproveitará de todas essas ideias apresentadas para nos entregar um payoff de verdade. A avó falecida e o tio travesti, na opinião do crítico, parecem personagens muito mais interessantes e ricos do que a de-facto protagonista. Ao invés disso, Guadalupe, a protagonista dessa poética história de auto-conhecimento e amadurecimento, é uma mera espectadora de tudo o que acontece à sua frente, no máximo uma sonhadora.

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A arte de Odyr – um dos mais interesantes narradores gráficos brasileiros  - alterna momentos brilhantes com páginas pouco inspiradas. Ao contrário de seu trabalho anterior, Copacabana, parece que esta história não encaixou 100% na nas mãos do autor.

guadas3Guadalupe é mais uma interessante obra nascida da parceria entre a produtora RT Features e a editora Companhia das Letras, unindo aclamados nomes do mundo dos quadrinhos e das letras na criação de inventivas graphic novels e esperamos que essas parcerias continuem a florescer e um dia se tornem um filme ou série de tv.

 

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COMPANHIA DAS LETRAS APRESENTA: GUADALUPE

FORMATO: 19,5 x 27,5 cm
PÁGINAS: 120 páginas em P&B.
PREÇO: R$32,00 (Preço sugerido pela editora)
ARTE: Odyr Bernardi
TEXTO: Angélica Freitas

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Reviews #146 – O Ateneu (Marcello Quintanilha)

Publicado por na categoria Destaque, Reviews em January 18th, 2013

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Algumas vezes os críticos de histórias em quadrinhos são cruéis com o agora mal-falado nicho de adaptações de grandes obras literárias – eu normalmente tento não tocar no assunto. Hoje em dia, poucos desses títulos realmente são preguiçosos e produzidos apenas pela oportunidade de venda fácil. Algumas são esforçadas e didáticas, mas pouco inspiradas. Outras são boas leituras e funcionam como uma obra única e estimulante, que sobrevivem além de sua função na classe de aula. Mas não há muitas dessas adaptações de obras nacionais tão bem resolvidas e belas como O Ateneu pelas mãos de Marcello Quintanilha.

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O livro original de Raul Pompéia – publicado originalmente em 1888 – propõe um certa subversão do naturalismo ao mostrar o relato bastante pessoal e categórico do protagonista ao adentrar um colégio interno para filhos de aristocratas. O que Pompeia fez, na verdade, foi uma pouco velada crítica à sociedade brasileira da época como um todo, utilizando-se de descrições físicas e psicológicas com rigor e riqueza de detalhes quase científicos.

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Serginho – que não se pode chamar de herói da história – conta sobre seus dois anos dentro do internato chamado O Ateneu, comandado pelo imponente Aristarco. Sair do lado de sua mãe aos 11 anos de idade e cortar suas preciosas madeixas douradas não fora fácil, mas aquele lugar lhe parecia uma comunidade interessante e bem governada, com sutilezas que o interessavam, como a bela esposa do diretor. Mas logo se inicia uma série de amizades e desafetos (além amizades que se tornam desafetos) mostrando o quão mesquinho cada pessoa pode se tornar numa sociedade onde só sobrevive o mais forte. Tirania juvenil que quase chega ao nível de O Senhor das Moscas.

atneiasÉ um livro que também toca em temas delicados como a angústia adolescente e o homossexualidade, sem no entanto discuti-los. Felizmente, o trabalho de adaptação feito por Quintanilha – assumidamente um de meus ilustradores brasileiros preferidos – não tenta se apossar e reconfigurar a obra original afim de mostrar alguma originalidade, mas mantém todas as nuances e detalhes do livro com frescor e grande beleza, além de interessantíssimos momentos de tensão entre os internos.

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Essa excelente HQ está longe de ter somente adolescentes como seu público alvo, já que foi uma das melhores que li em 2012, mesmo que a coloração digital tenha me colocado em dúvida nas primeiras páginas. Voltando à sala de aula, O Ateneu foi um dos livros que nunca terminei de ler no colégio, por pura falta de interesse quanto à sua linguagem e tema. Anos depois, lendo a ótica e os traços de Quintanilha, penso que, se há uma maneira de engajar um jovem leitor numa literatura mais espessa, a Editora Ática parece ter encontrado o caminho das pedras com sua coleção Clássicos Brasileiros em HQ, que também traz elogiadas adaptações de Rachel de Queiroz, Lima Barreto e Machado de Assis, entre outros. 

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EDITORA ÁTICA APRESENTA: O ATENEU

FORMATO: 19,5 x 13 cm
PÁGINAS: 95 páginas em CORES
PREÇO: R$30,90 (preço sugerido pela editora)
TEXTO ORIGINAL: Raul Pompéia
ARTE & ROTEIRO: 
Marcelo Quintanilha

Reviews#144 – Hellboy: Edição Histórica – Vol.1 Sementes da Destruição (Mike Mignola/John Byrne)

Publicado por na categoria Reviews em December 20th, 2012

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Super Heróis sempre estiverem à margem do meu radar, mas Hellboy foi um personagem que muito me interessou desde o primeiro contato , apesar de pouco me aventurar por sua bibliografia até então. Mas depois de ler apenas algumas histórias curtas do personagem, assistido (e adorado) os filmes de Guillermo del Toro e lido outras maravilhosas HQs de Mike Mignola, chegou a vez de partir para conhecer à fundo a saga do adorável vermelhão.

E nada melhor pra começar essa jornada do que as Edições Históricas – de luxo – no catálogo da Mythos Editora, que vem editando o personagem no Brasil desde o final dos anos 90. Mais sorte ainda que eles acabaram de reeditar o primeiro volume, Sementes da Destruição (originalmente lançado por aqui em 2004), mostrando a primeira mini-série do personagem pela Dark Horse Comics em 93, além de duas histórias curtas produzidas para apresentar Hellboy ao mercado americano em 1993, antes de seu lançamento oficial nas comic shops.

Sementes da Destruição é justamente a grande inspiração para o primeiro filme de Hellboy e, assim como no cinema, mostra como uma divisão sobrenatural do Terceiro Reich – o império nazista durante a segunda guerra mundial – criou o ambiente necessário para trazer um demônio à Terra e mudar os rumos da guerra. Apesar de abrir o portal direto para outra dimensão, os nazistas não conseguiram colocar as mãos na criatura, que foi encontrado na mesma noite pelos aliados ingleses.

50 anos depois, essa criatura agora atende pela alcunha/codinome de Hellboy e se tornou o maior investigador de assuntos sobrenaturais que já existiu, ao lado de seus companheiros de BPRD. Nem tanto pelo seu conhecimento sobre ocultismo e mais por sua força física e resistência à todo tipo de monstros sobrenaturais. Mas nesse universo, quase sempre existe um certo perigo de apocalipse iminente e é seu próprio passado quem vem lhe assombrar na forma de Rasputin, o imortal e tremendamente poderoso feiticeiro que primeiro o trouxe ao mundo e agora lhe quer ao seu lado para selar o destino da humanidade. 

Antes conhecido por ilustrar capas do Batman e fazer outros trabalhos menores como free lancer, foi com essa mini-série, lançada em 1994, que Mignola finalmente se “apresentou” como criador, argumentista e um arrojado narrador visual. Seu traço absurdo, jogo de sombras inspirado no expressionismo alemão, inteligente uso de dados históricos, referências pouco veladas mas muito bem utilizadas de H.P. Lovecraft e, principalmente, personagens carismáticos e vulneráveis, apesar dos poderes, transformaram-no numa lenda dos quadrinhos. Absolutamente clássico.

CONFIRA AQUI UM PREVIEW DA HQ

EDITORA MYTHOS APRESENTA: HELLBOY: EDIÇÃO HISTÓRICA – SEMENTES DA DESTRUIÇÃO

FORMATO
: 17 x 26 cm
PÁGINAS: 130 páginas em cores
PREÇO: R$49,90 (Preço sugerido pela editora)
TEXTO: John Byrne e Mike Mignola
ARTE:
Mike Mignola
TRADUÇÃO: 
Fernando Bertacchini 

Reviews#136 – Monstros (Beleléu / Vários Artistas)

Publicado por na categoria Reviews em November 27th, 2012

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Os monstros também têm sentimentos, acordam cedo para o trabalho, brigam com as esposas e pagam aluguel. Em homenagem a eles, convidamos diversos autores para montar um breve panorama desse cotidiano chato e tedioso. Os monstros somos nós, ocupados, insensíveis e sem tempo para as sutilezas do dia-a-dia.

Enquanto não lançam o aguardado segundo número da Revista Beleléu - que deve ficar para 2013, ao que tudo indica – o coletivo de quadrinhistas radicados no Rio de Janeiro acabaram se transformando numa pequena editora independente com projetos dos mais interessantes e bem diversificados, como foi o caso de Aparecida Blues e Se a Vida Fosse Como a Internet, além de suas serigrafiasposters colaborativos e o já anunciado Calendário Pindura 2013.

Pensando justamente em manter este caráter colaborativo aceso, iniciaram uma série de ilustrações denominada Monstros em 2009, trazendo artistas variados como – nossos favoritos - Allan Sieber, Fabio Lyra, Gabriel Góes, Gomez, Rafael Sica e Pablo Mayer, além dos donos da casa, Elcerdo, Daniel Lafayette, Eduardo Arruda e Stêvz. Agora reunidos num livrinho esperto e bem editado, Monstros Beleléu (não confundir com o novo livro de Gustavo Duarte) é um projeto especial e difícil de classificar, mas muito fácil de se entender o apelo.

Não se trata de uma tradicional antologia de histórias em quadrinhos, mas sim da reunião de alguns dos melhores nomes dos quadrinhos brasileiros ilustrando suas divertidas versões alternativas de perversas criaturas, geralmente em seus momentos de lazer, sufoco ou privacidade, como todo ser vivo que tem que pagar suas contas. Para completar, cada uma das páginas é somada a uma frase/poeminha do Stêvz que acaba complementando e criando uma certa narrativa em junção com cada uma das ilustrações.

Como colecionador e crítico (sic) de histórias quadrinhos, eu confesso que o roteiro sempre me atrai muito mais do que o traço. Por isso, livros de ilustração não costumam encontrar espaço na minha prateleira, salvo uma ou outra idéia bacana e fora da caixinha, como é o caso de Os Sketchbooks de Lourenço Mutarelli, Zombies Hate Stuff e este Monstros Beleléu, que mantém uma coerente qualidade ao longo de suas 74 páginas, mesmo com artistas tão diferentes entre si.

 

 

EDITORA BELELÉU APRESENTA: MONSTROS

FORMATO: 14 x 16 cm
PÁGINAS: 76 páginas em Cores.
PREÇO: R$29,90
ARTE: Allan Sieber, Andrei Duarte, Daniel Carvalho, Eduardo Arruda, Eduardo Medeiros, Elcerdo, Fábio Lyra, Gabriel Góes, Gabriel Mesquita, Gomez, Lafa, Leo Gibran, LTG, Stêvz, Márcio de Castro, Pablo Mayer, Plinio Fuentes, Rafael Sica, Renato Alarcão, Rômolo, Santolouco.
TEXTO: Stêvz.

 

Leia o Preview através do ISSUU





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