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Reviews#49 – Mundinho Animal (Arnaldo Branco)

September 10th, 2010 Porco 6 comments
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E aqui está mais um dos lançamentos iniciais da parceria entre a Barba Negra e a LeYa Cult, dessa vez uma coletânea das tiras Mundinho Animal do Arnaldo Branco, o que eu mais esperava para ter em mãos (apesar de já ter lido uma boa parte das tiras no G1, onde o autor as publica regularmente). Arnaldo é mais conhecido como o criador e desenhista do super herói dos (maconheiros) oprimidos, o grande Capitão Presença, e mais recentemente como o criador e roteirista da excelente tira ZEROTREZE (desenhada por Claudio Mor, publicada diariamente no Jornal O Globo) e um dos atuais roteiristas do Casseta & Planeta.

E o que seria esse Mundinho Animal? É todo um universo de criaturas antropomorfas poucas vezes identificadas (mas facilmente identificáveis) que giram em torno de comentários ácidos sobre, basicamente, política e produção cultural. Mas sem didatismo algum. Pelo contrário, Arnaldo desenha seus ratos, porcos, cachorros, gatos e outros animais mais como uma crítica ácida (e um tanto necessária) aos tempos modernos. Blogueiros, roqueiros, sertanejos, poetas, pintores, eu, você e ele mesmo, ninguém escapa.

Para os menos desavisados (ou sem noção), podem parecer críticas recalcadas, mas é difícil não identificar a cada tira alguém que você conhece, uma história de artista que você já ouviu falar ou algo que você imagina irracional o suficiente para só acontecer na realidade, e não na ficção. tudo aqui é dolorosamente possível e patético. Arnaldo sabe muito bem sobre o que e quem está escrevendo (metendo o pau) e é quase impossível discordar de suas críticas e observações (mesmo que, várias vezes, você se enxergue nela, como acontece comigo quando ele manda bala nos críticos).

Dito isso, as tiras (e o livro, claro) apenas pegam as pessoas, geralmente wannabes, artistas ou seus fãs, que são piadas prontas e os coloca em seus devidos lugares, com (quase sempre) bastante hilariedade (se essa palavra não existe, deixem-me inventar, porra), desmistificando o mundo do entretenimento a cada três quadros.

Confiram também as resenhas que fiz dos outros lançamentos da Barba Negra/LeYa Cult, (no Ambrosia.com.br) e O Relatório Ota do Sexo (juro que não recebi jabá e paguei com meus míseros cents por cada um dos livros).

EDITORA BARBA NEGRA E LEYA CULT APRESENTAM: MUNDINHO ANIMAL

FORMATO: 16 x 12 cm
PÁGINAS: 128 páginas coloridas
PREÇO: R$12,90
TEXTO & ARTE: Arnaldo Branco

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Reviews#48 – Relatório Ota do Sexo (Ota)

September 2nd, 2010 Porco 2 comments
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A Revista Mad fez e faz parte de vida de muitos muleques e marmanjos que entendem que a vida é uma grande piada, só esperando por alguns bons contadores. E durante décadas, foi impossível dissociar o nome da revista ao de seu editor e cartunista, Ota. Apesar de não ser inicado na revista, os Relatórios Ota ficaram famosos e eram aguardados com ansiedade para alguns fãs, enquanto para outros era só mais uma parte da Mad que eles devoravam para dar risadas. Eu mesmo nunca fui um grande seguidor da publicação (não devo ter comprado mais do que 15 números nos últimos 10 anos), mas me lembro bem de alguns de seus relatórios.

Hoje em dia Ota não tem mais ligação com a Revista Mad, por isso é uma bela surpresa encontrar nas livrarias esse novo Relatório Ota do Sexo, uma espécie de remake/continuação do relatório original, publicado na Mad em 1987 (que já era uma ampliação de um relatório feito em 1983 para a revista Careta). E num formato e preço sugerido bastante agradáveis: Um pocket book ao valor de R$ 12,90.

Para quem não conhece o trabalho do autor, verá um livro que casa muito bem as piadas em quadrinhos com uma grande quantidade de textos. E não fiquem com preguiça de ler, pois os textos algumas vezes são melhores do que as piadas gráficas. O humor de Ota é uma mistura de ingenuidade com altas doses de politicamente incorreto, entre causos e conselhos sobre relacões sexuais que devem ou não ser seguidos pelos leitores (por favor, não sigam esses conselhos). No livro, atualizadíssimo com os acontecimentos da mídia, sobram piadas para todos os assuntos que possam envoler o sexo, até para certos goleiros que foram para a prisão por ter encontrado um jeitinho nada inteligente de não pagar pensão alimentícia. Os futebolistas, aliás, rendem algumas das melhores tiradas do livro.

O Relatório Ota do Sexo é um dos primeiros lançamentos da Editora Barba Negra em conjunto com o selo LeYa Cult, e pode-se ver que o material é bem tratado, feito profissionalmente de fã para fã. Um dos grandes atrativos do livro (para mim, ao menos, que gosto de conhecer histórias ligadas ao mercado editorial), está um belo posfácio de Ota contando a história por trás do nascimento de seus relatórios, além de contar, na íntegra, o Relatório Ota Sobre Sexo original, publicado em 1987. Da idade da pedra até a idade do youtube, Ota não deixa pedra sobre pedra.

CONFIRA AQUI UM PREVIEW

EDITORA BARBA NEGRA E LEYA CULT APRESENTAM: O RELATÓRIO OTA DO SEXO

FORMATO: 16 x 12 cm
PÁGINAS: 128 páginas coloridas
PREÇO: R$12,90
TEXTO & ARTE: Ota

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Reviews#47: Os Passarinhos / Mini Toscomics

August 20th, 2010 Porco 4 comments
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Descobri essas curtas resenhas (mal posso chamar isso de resenhas, são apenas comentários) “engavetadas” em meu computador. Deveria ter postado isso a mais ou menos seis meses atrás, mas simplesmente esqueci. Mesmo com o atraso, acho que vale à pena publicar os meus comentários sobre mais algumas belas publicações independentes brasileiras. Semana que vem tem mais uma dessas reviews esquecidas, mas um pouco maiorzinha!



HECTOR & AFONSO – OS PASSARINHOS

Esse é o primeiro e simpático lançamento da Balão Editorial, contendo as cem primeiras tiras dOs Passarinhos, do desenhista e escritor Estevão Ribeiro. Os dois passarinhos do título dividem uma árvore num enorme parque e, apesar de não serem exatamente melhor amigos (por mais que um deles ache que é o caso), eles são quase inseparáveis. Hector é um aspirante a escritor de ficção (tem como adversários os grandes Piu Gaiman e Paulo Coelho) que se envolve em várias roubadas por dinheiro e por amor, enquanto Afonso é o seu maior crítico, apesar de o fazer sempre com classe…

As tiras foram publicadas num formato pouco comum, mas pequeno e interessante, com uma tira por página. As histórias desses passarinhos são leves, bem humoradas e inteligentes, quase sempre com um belo punchline e algumas piadas sagazes. Leitura rápida e descompromissada, como uma tira diária de jornal. Recomendo acompanhar semanalmente as aventuras dos dois pelo blog supracitado.

FORMATO: 15 x 5,5 cm
PÁGINAS: 138 páginas P&B
PREÇOR$10,00 (aqui)
TEXTO E ARTE: Estevão Ribeiro



MINI TOSCOMICS

Já havia citado a Srta. Flôor por aqui antes, e agora ela está de volta ao site em forma de seu tosco (nem tanto) fanzine. São só 26 páginas impressas em preto e branco num papel A4, mas valem à pena! Suas tiras e historinhas são autobiográficas com elementos de fantasia típicos de quem passa muito tempo sozinho (gotas de café falantes, o monstro pudim e o diabo padeiro). O Mini Toscomics serve ao mesmo tempo como um engraçado cartão de visitas e também como um dos exemplares de quadrinhos autobiográficos mais leves e contagiantes que conheço. Vale à pena visitar seu site e acompanhar suas ilustrações e novas histórias em quadrinhos.

FORMATO: A5
PÁGINAS: 26 páginas P&B
PREÇO: R$4,00 (aqui)
TEXTO E ARTE: Samanta Flôor
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Reviews#46: Xampu – Lovely Losers (Roger Cruz)

August 13th, 2010 Porco 2 comments
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Xampu Generation nasceu nas páginas da revista Metal Pesado (nossa falecida versão da Heavy Metal) no final dos anos 90, na forma de tirinhas sobre a vida e as festas de um grupo de metaleiros paulistas que dividiam o mesmo apartamento. O traço mais cartunesco (algo como um Marcatti comportado) não combinava perfeitamente com o tom da história e Xampu Generation acabou ficando de lado, até pela carga de trabalho que Roger Cruz (o autor) tinha na Marvel Comics (Spider Man, Ghost Rider, X-Men). Apesar de engavetar os desenhos, Cruz nunca deixou de escrever mais roteiros para esses seus personagens.

Fast Forward para 2009. Roger tem um tempo livre entre seus trabalhos no exterior e decide produzir uma HQ autoral. Com vários roteiros escritos e alguns desenhados, ele decide voltar ao projeto paralisado a mais de 10 anos e começar redesenhando as antigas tiras, até achar o traço certo para aquela história. As últimas páginas da HQ são dedicadas a documentar esse processo de re-invenção. Agora estamos na segunda metade de 2010 e pode-se dizer que, se você comprou Xampu – Lovely Losers, tem em mãos um dos melhores lançamentos de quadrinhos do ano.

Como se fosse um documentário, com mais de um narrador e vários entrevistados, ficamos conhecendo a história de quatro metaleiros paulistas, na transição entre adolescentes e adultos, que dividiam o mesmo apartamento, amigos, parceiras sexuais e se reuniam para tocar metal farofa. A história se passa nos anos 80, quando ainda existia a possibilidade de se juntar num quarto pessoas usando camisas de bandas tão diferentes como Korzuz, Bon Jovi, Kreator, Viper, Living Colour, Judas Priest, Ratos de Porão, Slayer e Quiet Riot para uma conversa harmonioza. Sombra, o vocalista pegador com uma fama maior que seu talento e Max, um tradutor de legendas de filmes pornô são os dois personagens principais. Entre um ensaio e outro, vamos conhecendo um pouco mais sobre os personagens que permeiam este universo.

Posso dizer que Roger Cruz não só achou o traço certo para seus personagens, como também a narrativa. Desde o espaço dado a posters, capas de LPs e camisetas de bandas até uma merda boiando num vaso sanitário com grande detalhe (!!), o desenhista construiu um álbum com tanto detalhe a ser absorvido que uma leitura apenas não faz justiça à arte. Indo e voltando no tempo, numa narrativa episódica, apresentando e re-apresentando personagens a todo instante, a história está sempre injetando algum fato ou quadro curioso para o leitor, na construção de um universo de personagens em que vemos pouco, mas sabemos que muito já aconteceu. Quando o apartamento dividido e a banda já são um passado distante, é interessante observar como está a vida de alguns dos personagens, quem amadureceu e quem continua parado no tempo. Não há um personagem que não seja de carne e osso.

A verdade é que eu não gostei apenas do traço e da história da HQ, mas todo mundo que tem/teve banda, frequentou a Galeria do Rock e conhece metaleiros parados no tempo vai se identificar bastante (gostar de metal ajuda, mas não é estritamente necessário).  Xampu – Lovely Losers é surpreendente, madura e belíssima. Espero que o autor volte logo a publicar mais histórias dessa Xampu Generation.

CONFIRA O BLOG DEDICADO À PUBLICAÇÃO
CONFIRA UM PREVIEW

DEVIR LIVRARIA APRESENTA: XAMPU – LOVELY LOSERS

FORMATO: 20,5 X 27,5
PÁGINAS: 80 páginas em Sépia, papel Chamois
PREÇO:
R$ 24,00 (em Promoção na LigaHQ)
TEXTO & ARTE:
Roger Cruz


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Reviews#45 – Cachalote (Daniel Galera/Rafael Coutinho)

August 6th, 2010 Porco 4 comments
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Cachalote foi a mais aguardada e badalada graphic novel brasileira. Isso não quer dizer muito, já que a imprensa ainda dá espaço relativamente pequeno para histórias em quadrinhos, mas é um fato bastante significativo. O projeto nasceu da parceria entre a RT/Features Entertainment e a editora Cia. das Letras, promovendo o encontro de romancistas com desenhistas, dando-lhes total liberdade para criar e uma plataforma de lançamento com boa distribuição e campanha de marketing. Cachalote é a cobaia, outras parcerias desse mesmo projeto devem aparecer até o ano que vem nas livrarias. Pela grande exposição que teve, acabou dividindo a opinião da crítica e do público. Mas, independente da minha ou da sua opinião, ela tem o mérito de ter chamado a atenção para a narrativa nos quadrinhos nacionais e gerado discussões das mais interessantes (e algumas acaloradas).

Cachalote é um mosaico de seis histórias contadas no limiar entre a realidade e a fantasia, a degradação e a redenção. Ouvi pessoas comentando que se parecia com um filme contado de maneira desenhada, mas eu discordo. Até pelo tom literário e poético que tanto se sobressai no primeiro terço do livro, uma coleção de contos me parece uma comparação mais apropriada. Mas a verdade é que, a exemplo de trabalhos autorais de artistas norte americanos como Adrian Tomine, Jeff Lemire e Craig Thompson, são histórias que poderiam estar em qualquer mídia, mas encontram o seu tom certo nos quadrinhos.

O tom poético-e-casual da maioria dos diálogos iniciais, me pareceu um pouco forçado de início, como se Galera já soubesse exatamente que história queria contar, mas não como contar. Mas no vai-e-vem das narrativas e no decorrer dos capítulos, a leitura se torna muito mais agradável, as histórias se tornam mais concisas em suas sandices e os personagens mais bem construídos se tornam de carne e osso. Por outro lado, a arte de Coutinho é excelente em seus enquadramentos e na fisionomia de seus personagens, mas não me convenceu em suas paisagens, arquiteturas e fundos. Isso pode parecer fútil, mas durante toda a leitura me pareceu que eu estava vendo os personagens certos em nos lugares errados, não combinavam, e isso fez diferença pra mim. Talvez eu esperasse que cada página fosse um quadro emoldurado. É assim em todos os trabalhos rodeados de expectativa.

Não pretendo me alongar na crítica, nem soltar spoilers das histórias, mas comanterei a minha narrativa preferida. Xu Dong Sheng, um decadente astro do cinema chinês que está em São Paulo para filmar e divulgar um filme. Sua forma física nada lembra a dos seus tempos áureos e Xu pouco se importa com seus fãs ou investidores, gasta seu tempo livre com drogas e prostitutas. A única pessoa que o mantém na linha, o também ator Jia Cheung, se suicida logo após uma briga com Xu, que é procurado pela polícia como um dos suspeitos. É no desenvolver dessa história que Galera e Coutinho atingem a melhor simetria entre a escrita e o grafismo, além de misturar bem os elementos de ação, suspense e humor numa história carregada de drama e degradação.

Eu realmente não tenho as palavras certas para escrever o parágrafo que fecha todas as reviews, um resumo do meu pensamento crítico quanto à obra. Dessa vez só posso lhes falar para ler e, se possível, reler Cachalote e desfrutar de todos os seus feitos e defeitos!

Confira aqui um PREVIEW

Ok, eu tive 15 minutos pra escrever isso, se houver algum erro gramatical ou ortográfico, me avisem nos comentários, certo?

QUADRINHOS NA CIA. APRESENTA: CACHALOTE

FORMATO: 21 x 27 cm
PÁGINAS: 280 páginas em P&B
PREÇO: R$45,00
TEXTO: Daniel Galera
ARTE:
Rafael Coutinho

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Reviews#44 – Loucas de Amor em Quadrinhos (Fido Nesti/Gilmar Rodrigues)

July 30th, 2010 Porco 4 comments
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Eu teria comprado essa “Loucas de Amor em Quadrinhos” mesmo sem saber do que se tratava [alerta de tiete], já que não perderia a chance de ter uma obra do Fido Nesti na minha estante. Admiro o trabalho desse quadrinhista e ilustrador paulista majoritariamente por antologias ou em revistas nas quais publica de vez em quando (ele é ilustrador da The New Yorker e da Superinteressante, por exemplo). Mas não foi só por isso. Como alguns já devem saber, essa HQ é um spinoff de um livro chamado Loucas de Amor, do jornalista e roteirista gaúcho Gilmar Rodrigues. O interessante e difícil assunto abordado no livro são as mulheres que trocam cartas de amor e mantêm relacionamentos com presos, acusados de crimes sexuais ou reconhecidos como serial killers, que elas só conheceram depois do encarceramento deles.

No livro original, já havia uma porção feita em quadrinhos por Fido Nesti e nesta versão, totalmente em HQ, estão reproduzidas essas e mais algumas outras histórias concebidas especialmente para este projeto, que relata o processo de investigação do Gilmar Rodrigues para a concepção do livro. É uma misto de jornalismo em quadrinhos com um diário de bordo, contando desde aventuras em favelas atrás de supostas namoradas de presidiários à conversas francas em celas de delegacias com dezenas de presos empolgados para contar suas histórias ou se declarar inocentes. Gilmar faz questão de dizer o quanto valeu à pena toda a pesquisa, mas também o quanto ela teve impacto em sua vida.

Pelo seu traço cartunesco, as histórias traçadas por Fido no livro original traziam uma leveza para histórias tão sangrentas e carregadas de negativismo que poderiam facilmente cair para o sensacionalismo. Agora com elas todas reunidas, sem a grande maioria dos relatos, as 8 histórias curtas se sustentam e, na verdade, são um belo aperitivo para ler o livro, pois todas essas histórias de making of dão vontade de se aprofundar um pouquinho mais no caso daquelas pessoas que passam rapidamente pela HQ. Eu, como só dei duas folheadas no livro em livrarias, já o coloquei definitivamente na minha listinha de compras de 2010.

A narrativa de Gilmar Rodrigues é instigante e, várias vezes, sai do investigativo para entrar no contemplativo, exprimindo seus pensamentos e opiniões sobre tudo aquilo o que ele vivenciou enquanto fazia sua pesquisa (que não foi nada curta). Apenas uma das histórias (a última) é ficcional e, mesmo assim, poderia muito bem ser real, de acordo com o que se lê no resto dos relatos.

Confira aqui um PREVIEW com uma das histórias completa.

IDÉIAS A GRANEL APRESENTA: LOUCAS DE AMOR EM QUADRINHOS

FORMATO: 14 x 21 cm
PÁGINAS: 74 páginas em P&B
PREÇO: R$14,90 (Em promoção)
TEXTO: Gilmar Rodrigues
ARTE:
Fido Nesti

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Reviews#42 – EntreQuadros #1 e #2 (Mário César)

July 23rd, 2010 Porco 1 comment
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Mário César é o quadrinhista responsável pelas webcomic Mas Que Mário? e também foi editor dos últimos números da ótima Revista Front (que está suspensa, até segunda ordem, por problemas com a editora). Desde 2009, Mário César tem se dedicado a outro trabalho, as revistas EntreQuadros. É nessas revistas que ele concentra seu trabalho mais autoral e contemplativo, ao contrário do humor fácil de suas tiras. A primeira edição saiu ano passado pelo Coletivo Quarto Mundo e a edição de número 2 foi lançada em 2010, pela Balão Editorial.

Esse material de Mário César já me agrada pelo simples motivo de suas histórias em quadrinhos serem adaptadas de músicas e de contos, algo que os quadrinhistas poderiam explorar muito mais no Brasil. Mas eu devo confessar que os textos adaptados de músicas quase sempre me deixam decepcionados pela grande reverência à letra, e acho esse é o caso da primeira HQ da EntreQuadros #1, adaptando uma música de Chico Buarque, “A Mais Bonita”. Apesar de bem intencionado, não se sustenta. As duas outras histórias contidas nesse número, no entanto, são muito boas, principalmente a bem humorada “A Gloriosa Epopéia do X-Pancadog”.

Já a EntreQuadros #2 é melhor desenvolvida e tem uma unidade de tema: aproveitar a vida. Dois contos são adaptados e usam músicas conhecidas como referência. A primeira e ótima HQ  adapta  um conto de Pedro Cirne e foi incluída no site da editora americana Top Shelf, e a segunda, um conto de Nick Farewell, que brinca muito bem com a música “Walk on the Wild Side”, do Lou Reed.

EntreQuadros – A Walk on the Wild Side Trailer from Mário Oliveira on Vimeo.

BALÃO EDITORAIAL E QUARTO MUNDO APRESENTAM: ENTREQUADROS

FORMATO: 14cm x  21cm
PÁGINAS: 32/36 páginas em P&B
PREÇO:
R$5,00/R$8,00
ARTE E TEXTO:
Mário César

Compre EntreQuadros

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